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Demolido em 1958Nas lembranças da cidade que hoje é conhecida pelo samba, futebol e funk, está o brilho clássico de um lugar, que hoje, poderia ser mais uma capital mundial de cultura e conservação de história do Rio. O Rio Antigo guarda na muitas memórias que nem mesmo nós cariocas desconfiam existir. Foram inúmeras mudanças que vem naturalmente com o passar dos anos, mas por outro lado, há uma perda de identidade e quem não conheceu, jamais poderia imaginar as coisas que iremos publicar aqui.

O Theatro phoenix, do brilho à queda

Construído em 1906, durante a gestão Pereira Passos, o Theatro Phoenix era mais um dos belos lugares de propagação de cultura e beleza do Rio Antigo, que contava com muitos bares, teatros e cabarés. O local abrigou espetáculos de comédia de Bibi Ferreira e dava às sisudas Ruas do Centro, um clima de charme e beleza. Sua arquitetura estilo art nouveau, localizada à antiga Rua da Ajuda, fazia lateral com a Almirante Barroso, num terreno que hoje seria entre a Rio Branco e a Rua México, dava ao centro, um ar pomposo e belo.

Contudo, como muitos outros que serão falados aqui, o prédio sucumbiu ao progresso, e pergunto por quê? Com tantos espaços vazios à época, não havia necessidade de pô-lo ao chão. Mas assim foi feito em 1958, para dar lugar à Av.Central, depois Rio Branco, que, por sua vez, passou a abrigar estruturas de concreto armado, sem qualquer relação de beleza e tradição, muito menos cultura, anônimos como todos que vem e vão por ali, todos os dias. O progresso poderia ter sido  mais generoso com o centro, que não era apenas o das finanças, do futuro, era passado e presente, erudição para muito além do que temos hoje.

A história da cidade do Rio de Janeiro se esconde do passado

O que, além das memórias, guardam as fotografias de uma cidade totalmente transformada? Essa pergunta não deveria ser posta em questão, mas é de notório saber que são pouquíssimos os cariocas que realmente se importam com sua história e todos os detalhes que transformaram a arquitetura de uma cidade que foi reconstruída para ser ainda mais bonita que Paris. Nas próximas postagens, novas histórias de construções e destruições da identidade cultural do Rio de Janeiro.

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